domingo, 6 de outubro de 2013

Relato de Vivência



A EMEFM Guiomar Cabral possui sala de recursos para atender os alunos com necessidades especiais. A professora que atende os alunos, em horários diferenciados, faz um excelente trabalho, e logo que ingressei procurei observar as atividades que eram propostas aos alunos.

Como todos sabem os alunos com necessidades também frequentam regularmente as aulas com os especialistas e no meu caso, deparei-me com a velha pergunta: o que vou fazer? Como e o que ensinar durante as aulas regulares?

Após uma conversa com a professora da sala de recursos fiquei mais tranquila. Ela me orientou que não ficasse preocupada e que propusesse aos alunos atividades mais lúdicas.

Em especial, quero relatar minha experiência com o aluno F, que possui espectro autista.

No início percebi que o mesmo, já na adolescência, não fala muito, está sempre sozinho, durante a aula às vezes manifesta um grito, não conversa, porém tudo que é passado no quadro ele copia. Todo o dia o cumprimentava, porém não havia resposta. Resolvi, seguindo as orientações a professora da sala de recursos,  trazer alguns jogos. Apresentei um jogo simples de memória dos números, e para minha surpresa, ao invés de falar o valor os algarismos, ele leu o número apresentado, respeitando o valor posicional.

Também apresentei a ele o Cubo de Rubik (cubo mágico), que é muito estimulante e não requer uma solução imediata. Após algumas tentativas, ele o deixou de lado.

Uma experiência legal foi quando utilizei o Tangran, atividade na qual todos os alunos participaram. Solicitei que o mesmo identificasse as formas geométricas, havendo dificuldade apenas no paralelogramo.

Com relação à composição de figuras (casa, barcos, etc), o mesmo apresentou uma certa dificuldade, porém mostrou-se bastante interessado.

Tudo isso é muito gratificante, são os primeiros passos, que considero os mais importantes para qualquer caminhada.

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